Desunião é morte

Uma idosa conhece a cura para a doença grave daquele vizinho que sequer a cumprimenta. Desunião é morte. Um motorista indignado com a fechada que acabou de levar, se recusa a sinalizar, para os motoristas da mão contrária, um grande perigo após a curva: animais em travessia na estrada. Desunião é morte. Uma tia compartilha informações ignoradas por seu sobrinho que, semanalmente, dirige alcoolizado. Desunião é morte. Várias pessoas de um bairro deixam de denunciar assaltantes à mão armada que estão atuando na sua região. Desunião é morte. Uma mãe, sobrecarregada e tratada sem o devido companheirismo por seu marido, deixa o bebezinho dos dois cair no chão por acidente. Desunião é morte.

Não é difícil entender, através destes e de outros incontáveis exemplos, que a desunião entre pessoas, seja por antipatia, descuido, altivez, omissão ou egoísmo, pode ser fatal. Se, porém, entendermos que não é por acaso que conhecemos cada pessoa, e que cada pessoa pode ser beneficiada pelo que sabemos e até mesmo por quem conhecemos, já não seremos mais contados com os muitos desunidos deste mundo. Nosso lema será revertido de “viva e deixe morrer” para “viva e deixe viver” (1914), e estaremos considerando o alerta apostólico: “Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4:17)

A união muitas vezes precisa do perdão, e o perdão do verdadeiro amor-próprio que manifesta a compaixão. E quando te parecer difícil perdoar, lembre-se que as fraquezas que o outro não tem, você as tem.

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