A malícia em súmula

“O amadurecimento e a malícia não são diretamente proporcionais.”

Esta talvez seja uma das primeiras coisas que se aprende aos pés de quem nos quer sãos. Nascido numa cidade onde a esperteza é tratada como virtude, a renúncia da malícia se tornou essencial na minha conversão, e hoje entendo melhor o que foi realizado em mim: uma obra de amor (ágape), já que “o perfeito ágape lança fora todo medo” e que a malícia, assim como a preocupação, são expressões de medo. No caso da malícia, geralmente acompanhada da perversidade, há um “receio” quase permanente de inferiorização, num reforço ao orgulho egoico. E para garantir que serei interpretado corretamente, não me refiro aqui à malícia sexual, mas àquela que convém, a todo ser realmente humano, eliminar do seu trato nos relacionamentos. Também não me refiro à perca da consciência do bem e do mal, geralmente chamada de maldade, mas à proposta de outra frase já publicada (em agosto de 2016) sobre o mesmo assunto:

“Para diminuir a malícia adquirida, basta não praticá-la.”

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Nem umas, nem outra

Parece-me que véus foram colocados sobre o pleno conhecimento da verdade, talvez para que o homem pudesse receber menor cobrança, sendo inocente como criança que ainda não foi ensinada. Óbvio que é da vontade divina o nosso conhecimento dos fatos, antes porém, a nossa salvação (1 Timóteo 2:3-4). Ignorar não é uma opção, porque cada movimento é feito uma contração dando à luz seu povo através dos séculos, após aquela ressurreição.

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Porque não

A ira do Pai não se abaterá segunda vez sobre o corpo do Filho, que é o seu povo, seus crentes obedientes. O Nazareno efetuou um pagamento com seu próprio sangue em favor dos que se arrependeriam de fazer mais dívidas para si mesmos. Estes foram comprados para a eternidade, e nem a sepultura nem governo algum os poderá reter, porque o propósito de cada um deles vai muito além desta vida. São cevada que não precisa de trilho que as debulhe, são a geração que nasceu no deserto, circuncidada pela imersão e que reparte o pão.