O rei e seu quinto casamento

Era uma vez um rei que estava em idade de contrair núpcias. Então a cada candidata a esposa o impoluto avisava: “Tu não serás a única, terei outras esposas além de ti.” E as cartas de aceite, mencionando o valor de cada dote, chegavam às suas mãos na presença do pai e da donzela. A resposta do rei era imediata e quase sempre positiva, porém o sábio monarca não se casou com todas ao mesmo tempo (o homem não era lascivo), mas a cada gravidez confirmada, convocava uma nova esposa para uma nova festa, e uma nova lua de mel.

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Parábola da moeda sem valor aparente

Um homem riquíssimo e piedosíssimo, vendo a condição sofrida de seus semelhantes mundo afora, teve uma ideia excelente para ajudá-los: cunhar uma moeda que pudesse mudar a condição da humanidade. Então, o homem saiu a distribuir a nova moeda, também convidando a muitos que fossem recebê-la em sua residência, pedindo aos premiados que falassem da novidade, mostrando-a consigo. E apesar do contentamento que trazia, aquela moeda ainda não tinha valor corrente, senão só a promessa do homem rico de que viria a ser a única moeda no futuro.

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Parábola das sementes misturadas

O pai fazendeiro, de sua grande casa, deu a seus dois filhos da mesma idade uma boa casa com infindáveis terras para cada um, e uma trouxa de sementes para cada um. As sementes, porém, estavam totalmente misturadas e os dois filhos não sabiam diferenciar as sementes. Então um dos filhos, empolgado com sua liberdade, saiu a semear de todas as sementes, mesmo sem saber bem o que estava plantando. Já o outro filho, sabendo da experiência de seu pai com o cultivo, o procurou dia após dia para saber tanto o que estava plantando quanto como iria plantar cada uma. Passados alguns meses, o terreno do filho empolgado estava repleto de espinheiros, e quase nenhuma árvore boa vingou. E o terreno do outro filho era como o jardim do Éden, repleto de árvores frutíferas, flores e mel. Cada um deles teve de colher sozinho o que plantou.