Porque não

A ira do Pai não se abaterá segunda vez sobre o corpo do Filho, que é o seu povo, seus crentes obedientes. O Nazareno efetuou um pagamento com seu próprio sangue em favor dos que se arrependeriam de fazer mais dívidas para si mesmos. Estes foram comprados para a eternidade, e nem a sepultura nem governo algum os poderá reter, porque o propósito de cada um deles vai muito além desta vida. São cevada que não precisa de trilho que as debulhe, são a geração que nasceu no deserto, circuncidada pela imersão e que reparte o pão.

Original que não é falso

O senso de propósito e pertencimento vivido nas primeiras assembléias, certamente superava os similares atualmente vividos nos ambientes laboral e eclesiástico. A proposição neotestamentária de um corpo não é fictícia ou intangível, não naquele contexto de plena operosidade mútua, propiciado pela livre participação dos reunidos, proporcionando um senso de valorização impossível em ambientes e grupos doutrinados à passividade e à inação aparentemente contagiosas devido à supervalorização indevida de cientistas da fé: um evidente resquício da contaminação sacerdotal falsa iniciada através de Constantino, o imperador que não abandonou seus deuses, e que matou em nome do Cordeiro. Um culto nos moldes mitraicos é humanamente pobre, quiçá miserável, se comparado ao esplendor das originais reuniões feitas com o livre direito à palavra, e com a merecida liberdade aos dons favoráveis a todos os presentes, crentes ou não.

A definição de “engolir sapo”

A tolerância é o ato de absorver sem sofrimento um gesto ofensivo de outrem. Quando porém, tal gesto ofensivo causa dor instantânea, e avulta, por suas dimensões ou gravidade, sofrimento posterior e até trauma psicológico, a esta não resposta é mais correto chamar de engolir sapo.