O poder da única crença que liberta

O efeito psicossocial da crença geral no evolucionismo, ou seja, de que o homem teria vindo do macaco, rebaixa individual e socialmente nossa condição à de meros animais racionais, e isto tem consequências degradantes no comportamento humano, pois este se baseia nas crenças, na cultura. Outra teoria perigosa é que, tudo que existe, fora soprado por um buraco menor que a cabeça de um prego, e que portanto, estaríamos vagando num universo gigantesco, no qual este mundo seria apenas um grão de areia, e nós, menores ainda. O fato é que toda ideia, se aceita individual e socialmente, têm um efeito determinante, para bem ou para mal. Assim sendo, não estranhe se as pessoas estiverem, por exemplo, adulterado como animais, brigando como bichos, se prejudicando como feras selvagens, se matando como se a vida fosse um jogo violento. Lembre-se do em quê a maioria das pessoas crê, e você não estranhará.

Por outro lado, a crença em vários deuses também causou problemas, um destes foi o imperialismo. Contam-se Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma como impérios de crença politeísta. Entenda-se o império romano católico, e seu resultante étnico, o império otomano sunita, como politeístas também. Perceba que tudo sempre dependeu do em quê as sociedades criam, e o suposto crer em nada não é diferente. Hoje temos cidadãos que só acreditam no poder das riquezas, outros só acreditam em si mesmos. Há crenças impregnadas a nível meramente individual, outras alcançam o social, e neste segundo âmbito, regem nações inteiras, através do comportamento socialmente aceitável, porém há uma pergunta que não cala: quem é o homem para criar uma crença que rege outros homens? Uma mentira é poderosamente má, uma verdade é perigosamente boa. Se o homem crê na crença criada por outro homem, torna-se seu escravo, seu comandado. Se o homem crê em alguém que, diferente de si, demonstrou não poder enganar, cometer erros ou trair, então o homem ganha uma referência moral digna da consciência que o contrasta de todo e qualquer animal. Então suas elevadas faculdades indicam haver alguém que, não só aplicou inteligência no mundo físico e sua ordem extraordinária, mas também emprestou inteligência, uma de várias faculdades, para que o homem desde o nascimento, e durante sua vida, escolhesse a luz, o bem, a consonância com sua origem, a cidadania celestial, proposta como boa nova que é, exatamente no propósito de que cada um permaneça saindo para a luz (a cidade permanente), nascendo para a vida, que como a consciência, não é carnal ou terrena, obtendo isto através de um homem celestial, anterior ao primeiro homem carnal, que se tornou terreno para que os terrenos pudessem vencer a morte como venceu, tornando-os também celestiais.

Talvez você não aceite esta crença amplamente testemunhada por entendê-la como só mais uma religião, um meio de dominação das massas, só peço então que pense numa coisa: no que estão baseados os vínculos consanguíneos de parentesco, senão no testemunho dos seus entes? Da mesma forma, ainda que a história não provasse o que prova através da arqueologia, os vários testemunhos da citada ressurreição, e a própria natureza benigna desta crença, com todos os seus ensinos profundamente humanos, apesar da usurpação religiosa feita dos ocorridos inegáveis, tornam-na digna da mais sincera consideração pessoal, e quem sabe da mais sensata, porquanto culturalmente transformadora, esperança: a de ressurgirmos dos mortos. Este é o poder da única crença que liberta.

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