Feliz anteontem

O amanhã será melhor sim, seja em um novo dia, semana, mês ou ano, será melhor para quem mudou, para quem parou de mentir, para quem parou de negar os próprios sentimentos; será sim melhor para quem procurou crescimento, para quem semeou muito mais bem do que mal, tendo reconhecidos os deslizes que se tornarão em experiência. Para quem, por vezes, falhou em amar, mas se esforçou diariamente em superar as diferenças, sim, será melhor, e melhor sempre será para quem se arrepende, para quem confessa, para quem aceita ser separado do mundo e, estando do outro lado, contra a corrente, ser tachado de louco, chamado de crente. Porque para este povo não importa tanto o que acontece, mas o que o seu Libertador está fazendo, o que estão aprendendo com as Escrituras e com os irmãos, o que estão fazendo desta oportunidade chamada vida.

A verdadeira dimensão do Evangelho

Se as boas obras são a casa, o entendimento é o seu projeto. Um bom projeto propicia uma boa casa, mas não a substitui, porque não é possível morar em uma ideia. E neste processo, o ágape seria os meios de ação para a obtenção de cada cuidadoso detalhe que, no coletivo, constrói o Reino enquanto é vivido, porque saber o que precisa ser feito não equivale a fazer. E esta é a verdadeira dimensão do Evangelho: o agir com humanidade, a fé que leva às obras, o serviço lógico.

“A ciência incha, mas a caridade edifica.”

1 Coríntios 8:1

Portanto, só tem valor o conhecimento prático, porque cumpre o propósito de infundir a natureza divina em nós, que temos por modelo aquele que mais fazia do que falava. Na verdade, seu ensino era mais sutilmente corretivo do que puramente teórico.

“Se eu tiver o dom de profecia, e souber todos os mistérios e toda a ciência; se tiver toda a fé a ponto de remover montes, e não tiver caridade, nada sou.”

1 Coríntios 13:2

Retidão, afeição e salvação

É a retidão e a afeição do Pai que nos salvou do mal da morte, para que fôssemos, depois de resgatados por seu Filho, justos e amorosos. Não há boa ação nossa que possa nos salvar, senão apenas confirmar como salvos. Portanto, a insubmissão ao Filho é uma injustiça que nenhuma boa obra pode encobrir, assim como amar somente ao próximo, ignorando quem nos oferece vida sobre vida, é o grande erro da maioria das doutrinas religiosas. E, por experiência própria, questiono se é possível alguém amar a si e ao próximo em desobediência ao próprio Ágape que nos criou.