Entre a cruz e as correntes

Faz algum sentido que quem nunca foi tripulação de um navio critique os erros dos marinheiros em suas posições? Com certeza, não faz sentido. Mas, infelizmente, é esta insanidade que muitos crentes amados têm sofrido, por vezes, em silêncio, pelo menos até agora, quando saio em defesa da nossa raça eleita, em favor de quem escrevo estas palavras.

Todos somos humanos, mas nem todos estão na mesma direção, porque a cruz é por amor, mas as correntes são por ego. Muitos têm escolhido as correntes, e ainda que nós, que já fomos igualmente escravos do pecado, ofereçamos as chaves para a libertação e mostremos a cruz para a salvação, os tais escolhem o não que aprendemos a respeitar. Contudo, há algo debaixo do sol que não deveríamos tratar como aceitável.

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E houve batalha no céu

Antes que a humanidade, criança birrenta, possa “brincar” livre de perigo, precisará ficar de castigo; antes de alcançar o cume da virtude, precisará passar pelo vale do absurdo; antes que possa ver a luz da perfeição reinar no mundo, precisará cair no engano da falsa luz, da falsa paz conquistada através da perseguição e do sangue inocente derramado. Mesmerizada e apneica, a família humana caminha para quem foi preparada desde os quatro grandes impérios, e agora é instigada a clamar por esse líder global, por esse marido mentiroso e abusivo que a dominará pela força, que a controlará pelo vício e pela fome. Ele será o deus das suas muitas religiões, será o médico das suas muitas doenças e o guia político de todas as suas divisões, o novo que é a antiga, o segundo sol.

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Antes de dizer adeus

Antes que um de nós se vá, preciso dizer que foi bom estar com você, mesmo sentindo dores na alma quase o tempo todo, mesmo demorando para aprender da gratidão o contentamento incondicional, foi bom ouvir você se abrir, perceber a sua alegria, ver você melhorar como pessoa, enquanto também pude aprender, muito do que precisava, contigo. Mas antes de dizer adeus, preciso dizer que todo amor que encontrar, será pelo menos um pouco falho, exceto por aquele que marcou a história muitos séculos antes de nascermos; preciso dizer que os poderosos deste mundo amam o poder mais do que as pessoas e a mentira mais do que a si mesmos; preciso dizer que cada indivíduo é naturalmente livre e vigia do próprio corpo, desde que não se deixe marcar com um número de série, desde que não se permita à adulteração dos próprios genes, pois todo transgênico é um organismo de propriedade dos seus criadores, não mais naturalmente livre.

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