Fraqueza & Afeição

Não adianta, o nosso amor é falho: toda vez que invejamos, que perdemos a cabeça ou até nos vangloriamos em comparação a alguém, quando falamos mal ou não esperamos o bem de alguém, e até quando os ciúmes ou os ressentimentos obscurecem a razão, não estamos amando. E o problema não é sabermos que somos falhos em amar, o problema é pensarmos que amamos quando não, é vivermos como se apenas os outros não amassem. O amor ao próximo não é uma utopia ou um privilégio de poucos bem criados, é uma jornada e, acima de tudo, um exercício para todos que têm abertos os seus olhos tanto para a fraqueza nossa, quanto para o poder de quem nos criou por generosidade e afeição.

A volta por cima

Perdoe e talvez até esqueça, porém jamais haja como se nada tivesse acontecido só para agradar a quem perdoou, porque a negação de fatos consumados anula também a experiência, e acaba por esmagar quem se é. Continuar lendo

Quem realmente se importa?

Uma proposição ética dos relacionamentos afetivos

Complexa é a equação que oferece respostas à tal questão: quem realmente se importa? Talvez as pessoas de quem você gosta, se importem quando falecer. Talvez as pessoas que dizem gostar de você, se importem quando os muitos favores suspender. Talvez meia-dúzia de pessoas sintam sua falta, só porque você se importa em as ouvir e atender. Provavelmente nem você se importa o suficiente consigo, e é aí que mora o maior perigo, porque comumente te tratarão como você se trata, sem nem mesmo perceberem porquê. Continuar lendo