Soberania ou globalização?

Eis a questão: ser realmente livre em um espaço territorial limitado, ou ser escravo de cada investidor internacional espalhado planeta afora?

A ideia mais comum de globalização se liga ao consumo de bens e produtos feitos em diferentes partes do mundo, e não está tão errada: cada país tem recursos e especialização na produção de algum item, seja alimentício ou tecnológico, que os outros países importam, mas a globalização vai muito além deste intercâmbio, e o outro lado não é louvável como o primeiro, que em grande parte nos beneficia. Continuar lendo

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Não custa nada

O senso de coletividade começa quando amar o grupo não se restringe apenas a amar o seu grupo, como as pessoas da sua casa, ou algumas do seu condomínio, e quem sabe muitos colegas de classe ou setor. Estar ocupado, tentando “se dar bem” na vida, não justifica ignorar a necessidade daqueles que padecem quer pelas próprias escolhas, quer pelas circunstâncias da vida. É preciso dar o peixe, para quem sabe depois, ensinar a pescar. Ou você trabalha com fome?

A bancarrota em países ricos mostra bem o quanto qualquer pessoa pode precisar de mais ajuda e de mais união. Claro que em países subdesenvolvidos, o cidadão “se vira” melhor sem precisar de um emprego, mas também existe nestes países a miséria, as grandes disparidades socioeconômicas, e a dificuldade tanto de qualificação profissional, quanto de o assalariado se sustentar.

Então se quiser ter seu videogame caro, se quiser viajar para lugares legais, se quiser ter mais e mais conforto, não se esqueça de todo o bem proporcionado por suas escolhas e circunstâncias, no dia que alguém pedir para inteirar no gás, ou na hora que alguém pedir para pagar alguns itens no supermercado, porque se puder ajudar e se negar, se torna indigno tanto daquela pessoa, quanto do que possui.

Sem esta forma de amar, de colaborar e se unir, a humanidade está perdida em face do pior que está por vir.

Sucesso do bem

Não importa quem você seja na hierarquia, nem quanto ganhe no mês, ou no ano: ser bem sucedido não é ganhar bem, pois executivos ganham bem, mas são seres humanos muitas vezes pobres em um sentido deprimente, muito pior do que não ter a refeição do dia. Ser bem sucedido não depende do que você faz, mas do que sua ocupação, posição, cargo ou não, faz de você como pessoa. Para mim, ser bem sucedido não é ter o que eu quero, na hora que eu quero, mas ser uma pessoa melhor, mais grata pelo que conquistei e pelo que ainda posso conquistar. Ser bem sucedido é aparar arestas dos nossos erros, e não repeti-los, chegando a algum lugar, com o mínimo de dano ao próximo durante o percurso. Ser bem sucedido não é ter, é ser, ser ou lutar para ser honesto, paciente, justo e verdadeiro. Ser bem sucedido é estar em paz consigo, é pedir perdão, é respeitar o fato de que nem todos têm as mesmas oportunidades, não sendo tão pobre de espírito que não possa ajudar quem precisa, e conviver muito bem com tudo isso, com as próprias escolhas inclusive, porque foram feitas não por causa dos outros, mas por causa das próprias crenças e ideais.