Anunciação do arrebatamento à tribulação

Como a mídia e as autoridades darão sentido ao que foi prometido que aconteceria? Dir-se-á de abdução? Ver-se-á uma invasão? Ter-se-á a marca na mão? Por poder e temor, como sempre, os poderosos mentirão. Caso digam que foi uma abdução, lembrem-se. Caso vejam uma invasão, lembrem-se. Caso obriguem à marcação, lembrem-se. Lembrem que serão apenas alguns anos de tribulação, que quem negar o número, o rastreamento, achará salvação.

Um homem menos do que um homem se sentará sobre as nações, trará parcimônia onde há muito tempo só se achou ódio. Certas palavras serão proibidas, certas liberdades, abolidas. Haverá uma resistência que não poderá vencer até que os poucos anos terminem, até que retorne o leão, o qual tomará em um rugido, a terra e sua promissão, para reinar por mil anos com aqueles da sua eleição, para que aprendam sem mais enganos, justiça, bondade e retidão.

Antes deste tempo, os mares, os ventos, as pedras de baixo e de cima assombrarão. O arrependimento, a humildade e a sinceridade, como sempre, seus prodígios entre os pequeninos farão. Para a noiva o noivo vem, e para as trevas de um mundo sem a graça e debaixo de justa maldição, aquela cidade celestial, aquela que jamais poderia ser feita por máquinas ou mãos, também.

Isto é um alerta, não uma profecia, e nem uma visão: apenas um alerta baseado nas mais antigas profecias, nas mais recentes tecnologias do engano e nos sonhos contemporâneos de pessoas comuns. Leia as boas-novas, as cartas e o livro das revelações, porque naqueles dias, aquele que invocar o Altíssimo será salvo, e não sofrerá a primeira morte em vão.

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O segredo do grande irmão

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Se você tem um amigo CDF, já deve ter ouvido falar do conceito de “Big Brother” no sentido de uma inclinação social moderna à vigilância de pessoas comuns, o que de fato acontece, não como no romance e longa metragem “1984” de George Orwell (no qual foi criado o personagem do grande irmão), mas como um mercado de preferências pessoais negociadas entre corporações. Não abordarei este ponto considerando a quantidade de materiais disponíveis online sobre tecnologias de informação relacionadas à vigilância, geolocalização, cruzamento de dados, biometria, etc. O que direi é que ao usar este ou aquele serviço (apps ou sites), você está aceitando termos dos quais nem eu e nem você tomamos conhecimento, mas que incluem certo grau de invasão a favor do usuário ou do fornecedor daquele serviço.

Até aqui, nenhuma grande novidade para a maioria dos usuários mais atentos, mas como você já deve ter percebido, uma cultura de exibição tem sido criada em nós, no sentido de que por mais pessoal ou efêmera que seja a experiência, esta precisa ser colocada publicamente para que, entre outras coisas (mesmo sem que saibamos), os outros se regulem através de nós, neste que talvez seja o maior movimento de uniformização do pensamento (e de conceitos como o bom senso e o humor, cada vez menos autênticos, e cada vez mais estereotipados). Mas também não abordarei além deste ponto, o aspecto psicossocial das redes sociais. O que direi é que algumas destas redes têm condição de saber mais sobre nós do que todos os nossos amigos e parentes juntos, até porque nós conversamos com eles por lá, não é mesmo?

Considerando então, os aspectos mercadológicos, tecnológicos, culturais e psicossociais deste questionável mundo de sempre, apontando suas direções para um proeminente governo global (que vem sendo preparado desde antes da primeira grande guerra), e diante das experiências ditatoriais na Rússia, Alemanha e outros, que inspiram os Estados Unidos a terem não apenas uma conhecidíssima agência de espionagem (ou de inteligência, se prefere), mas um programa de monitoramento e de delação entre civis (aparentemente a subdivisão denominada “Citizen Corps” do seu Departamento de Segurança Interna). Aí você me pergunta: o que eu tenho a ver com isso, se não moro nos Estados Unidos? Bem, como eu te falei, uma cultura de exibição está sendo gerada, e não apenas de exibição por vontade própria, mas de delação e exposição (ao ridículo) do outro, no reforço de um hábito (de desunião entre iguais), que em estruturas sociais de menor liberdade (a despontar no horizonte de uma nova ordem), será essencial para a manutenção de poderes desumanos, assim como já pode ser bem desumana a perturbação de ter sua honra ou imagem denegrida para todos os espectadores conectados (a apps como o “Secret” que foi proibido em nosso país), o que é a forma mais descerebrada de colaborar com um mundo futuro onde seus vizinhos e mesmo parentes podem se tornar um meio para tirar sua paz e mesmo sua vida (o que já aconteceu no passado, com um débito de mortos aos milhões).

Soberania ou globalização?

Eis a questão: ser realmente livre em um espaço territorial limitado, ou ser escravo de cada investidor internacional espalhado planeta afora?

A ideia mais comum de globalização se liga ao consumo de bens e produtos feitos em diferentes partes do mundo, e não está tão errada: cada país tem recursos e especialização na produção de algum item, seja alimentício ou tecnológico, que os outros países importam, mas a globalização vai muito além deste intercâmbio, e o outro lado não é louvável como o primeiro, que em grande parte nos beneficia.

Um país globalizado está aberto ao saque de sua própria democracia, pois a capitalização de um país, que aos olhos do povo, aparenta o seu progresso em um cenário global competitivo, na verdade traz consigo o endividamento não apenas das pessoas, mas dos políticos em relação ao povo e até dos meios de produção nacionais, com os banqueiros (donos dos meios de produção multinacionais, as sociedades anônimas), que enriquecem por cima da dívida e dos acordos de manutenção dos seus lucros em cada país dito democrático deste planeta. Estamos caminhando neste passo, a um governo corporativo que unirá o mundo em tempos de uma perigosa paz, conquistada mediante um grau absurdo de submissão do indivíduo. Trocando em miúdos, desde os gigantes da indústria dos Estados Unidos, existem os candidatos a cargos legislativos e executivos de preferência destes investidores: afinal uma lei, um imposto, uma política desalinhada com os seus interesses de lucro sempre crescente, significaria bilhões em prejuízo, portanto as grandes empresas investem milhões nas campanhas dos seus “chapas” para que tudo permaneça como está (status quo), para que “os lobos possam estraçalhar sua caça” no mais pleno sossego da noite, que mata em vida ou não, tantos outros, propositalmente desafortunados.

E em oposição a este modelo classicista de um progresso que não chega a todos, pelo menos não nas nações mais populosas, ouvimos falar de países com democracia duvidosa, porque é assim que devem ser pintados para nós pela mídia comercial, quando na verdade, são países que disseram não à globalização financista de uma dúzia de famílias poderosas, tratados como países ditatoriais, quando possuem tanto pleito eleitoral, quanto soberania quanto às decisões de interesse popular, mas não sem perseguições, pois além da difamação dita jornalística feita em todos os países globalizados, ou melhor, escravizados, sofrem embargos que dificultam a exportação de seus produtos mais tradicionais, porque para cruzar a ponte, cada país precisa pagar o pedágio, loteando um pedacinho da sua liberdade, oferecendo alguns litros do sangue e suor do seu povo, que, aliás, no caso do nosso, trabalha cinco meses apenas para pagar os impostos embutidos até naquilo que come, e isto não é liberdade, mas a mesma subserviência da qual os israelitas queriam se livrar na época do Messias que assassinaram, exatamente porque ele não aceitava ser do sistema que deu aos religiosos da época, um suntuoso templo, em troca da obediência indireta do próprio povo aos romanos.