Naquele dia nada aconteceu conforme esperado

Foi num domingo de dois mil e quinze, era noite e eu havia saído para tomar um açaí a vários metros de onde moro com meus pais, na Praça Paulo Setúbal. Antes de chegar à lanchonete, uma pessoa, um moço que ali se prostituía com roupas de mulher, me pediu dinheiro para pegar ônibus após eu ter recusado a oferta de seus serviços; caminhamos um pequeno pedaço de rua, no qual ofereci falar das boas novas, depois trocamos o dinheiro num quiosque e em seguida percebi que onde vendia açaí estava fechado. Então me lembrei de uma sorveteria que havia ali perto, e chegando lá, também estava fechada, bem como a barraca de cachorro quente na mesma avenida. Resolvi então ir a uma praça distante dali alguns metros, na qual eu e a pessoa que melhor me conhecia costumamos comer “o melhor cachorro quente da cidade” segundo a minha opinião. Mas peguei um caminho diferente, bastante ermo, e me senti um pouco perdido, quando ouvi em pensamento de seguir um grupo de pessoas, o qual virou numa certa rua, e mesmo assim não sabia aonde aquela rua iria dar, e fiquei pensando em voltar, mas algo me disse para continuar. Pouco antes do final daquela rua, que dá de frente para um pequeno terreno baldio, ao lado de um pequeno condomínio, comecei a avistar um carro que parecia com um dos velhos carros do meu pai, que havia sido furtado há mais ou menos um ano. E ao me aproximar, identifiquei a placa, então percebi o sinal que o Soberano havia feito para que os meus creiam em seu nome e poder.

O veículo foi resgatado, com motor funcionando e sem maiores avarias, e o nome do Rei dos reis foi reconhecido.

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Sempre certo

railing-542510_1280Tudo está dando certo contigo, garanto. E dar tudo certo não tem nada a ver com aquilo que você esperava, queria ou menos ainda com um caminho fácil. Não importa o grau de dificuldade das circunstâncias, mas a simplicidade, a força e a coragem que aplica em cada situação. Precisava mesmo dizer isto! As pessoas esperam que as coisas deem certo do jeito delas, quando o único controle que possuem é sobre suas próprias escolhas e ações. Exigem muitas vezes de si mesmas, resultados e mais resultados totalmente fora do seu alcance. Quanto sofrimento desnecessário! Tente ver um mesmo acontecimento ou fato de várias perspectivas, e vai reparar o valor, a beleza de cada instante com uma gratidão quase contínua, para muito além dessa preocupação, dessa ansiedade, desse medo: viva uma solução de cada vez, um minuto e emoção de cada vez, aceitando tanto o que está retornando para ensinar, quanto o que está vindo para ajudar.

Nada em troca

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Toda forma de existência, orgânica ou inorgânica, se baseia na troca, portanto é impreciso o discurso do “fazer algo por alguém” sem querer nada em troca, pois ou já nos sentimos tão gratos que desejamos cordialmente recompensar o que nos foi concedido, ou “fazemos algo” esperando quem sabe aceitação, quem sabe gratidão, quem sabe união, e não podemos caracterizar como “benefício próprio” algo que é feito com o intuito primário de benfeitoria (o que nem sempre é agradável a outrem), e claro, com o intuito secundário (ainda que implícito) de troca, reconhecimento, justiça, do contrário o Mestre não teria destacado a importância do único leproso, dentre os dez curados, que voltou para agradecer, provando que a gratidão importa como valor universal, ainda que seu conceito amodernado exclua retribuições à altura, o que no caso do leproso curado, poderia apenas ocorrer se o mesmo seguisse o Mestre para ajudá-lo, ou através do louvar, do bendizer o seu benfeitor a terceiros. Sobretudo, as retribuições são inevitáveis, ainda que ocorram no pós-vida.