Com o pecado, todo adianto é atraso

Palavras de quem já foi escravo: com o pecado, todo adianto é atraso. Somos reflexo da nossa veneração, da nossa sujeição. Se a pessoa venera deuses promíscuos, por exemplo, será promíscua. Se está sujeita a um meio de práticas corruptas e assinte com estas, será corrupta.

A ilusão do mundo consiste em grande parte na aparente desconexão entre causa e efeito, entre plantio e colheita. É claro que leva mais ou menos tempo para vermos os frutos dos males praticados, mas o importante é que os reconheçamos como nossos.

Talvez por isso a tentação dos jovens seja maior, porque ainda não plantaram nem muito o bem nem muito o mal, de qualquer forma ninguém precisa ser escravo do passado, muito menos do pecado, e esta é a beleza da responsabilização: mudar a cor e o tom do seu rastro, usar os erros do passado como impulso para o acerto presente e futuro.

Deste ponto em diante, podemos entender a revelação do que é pecado como uma oportunidade de saltar grandemente em direção à luz e à verdade, para muito além do cada vez mais limitado conceito moral da sociedade. Por isso aprender e fazer o que é certo nunca saem de moda, nunca destoam da beleza de ser livremente humano.

Nem umas, nem outra

Parece-me que véus foram colocados sobre o pleno conhecimento da verdade, talvez para que o homem pudesse receber menor cobrança, sendo inocente como criança que ainda não foi ensinada. Óbvio que é da vontade divina o nosso conhecimento dos fatos, antes porém, a nossa salvação (1 Timóteo 2:3-4). Ignorar não é uma opção, porque cada movimento é feito uma contração dando à luz seu povo através dos séculos, após aquela ressurreição.

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Porque não

A ira do Pai não se abaterá segunda vez sobre o corpo do Filho, que é o seu povo, seus crentes obedientes. O Nazareno efetuou um pagamento com seu próprio sangue em favor dos que se arrependeriam de fazer mais dívidas para si mesmos. Estes foram comprados para a eternidade, e nem a sepultura nem governo algum os poderá reter, porque o propósito de cada um deles vai muito além desta vida. São cevada que não precisa de trilho que as debulhe, são a geração que nasceu no deserto, circuncidada pela imersão e que reparte o pão.