Porque não

A ira do Pai não se abaterá segunda vez sobre o corpo do Filho, que é o seu povo, seus crentes obedientes. O Nazareno efetuou um pagamento com seu próprio sangue em favor dos que se arrependeriam de fazer mais dívidas para si mesmos. Estes foram comprados para a eternidade, e nem a sepultura nem governo algum os poderá reter, porque o propósito de cada um deles vai muito além desta vida. São cevada que não precisa de trilho que as debulhe, são a geração que nasceu no deserto, circuncidada pela imersão e que reparte o pão.

Original que não é falso

O senso de propósito e pertencimento vivido nas primeiras assembléias, certamente superava os similares atualmente vividos nos ambientes laboral e eclesiástico. A proposição neotestamentária de um corpo não é fictícia ou intangível, não naquele contexto de plena operosidade mútua, propiciado pela livre participação dos reunidos, proporcionando um senso de valorização impossível em ambientes e grupos doutrinados à passividade e à inação aparentemente contagiosas devido à supervalorização indevida de cientistas da fé: um evidente resquício da contaminação sacerdotal falsa iniciada através de Constantino, o imperador que não abandonou seus deuses, e que matou em nome do Cordeiro. Um culto nos moldes mitraicos é humanamente pobre, quiçá miserável, se comparado ao esplendor das originais reuniões feitas com o livre direito à palavra, e com a merecida liberdade aos dons favoráveis a todos os presentes, crentes ou não.

As aparências enganam

Há bem que parece mal, e há mal que parece bem.

Para o filho que fica de castigo, parece mal, mas é bem. Para os pais que não disciplinam sua filha, parece bem, mas é mal. Está escrito que há caminhos que parecem bons, mas que acabam levando à morte. Já o ditado popular reza que as aparências enganam, e é verdade. Então “por trás de um bem ou mal relativo, há sempre um bem ou mal absoluto” que sustenta a realidade composta de essência e aparência, interior e exterior, estrutura e fachada, que precisam ser harmônicas, do contrário, se a edificação for mais pesada do que o alicerce pode suportar, com certeza não vai durar. Daí a preciosidade da Referência que, como uma Rocha, nos permite crescer sob a instrução de certos e errados bastante precisos, os quais fortalecem nossa essência.

“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, YHWH, faço todas estas coisas.” Isaías 45:7