Parábola das sementes misturadas

O pai fazendeiro, de sua grande casa, deu a seus dois filhos da mesma idade uma boa casa com infindáveis terras para cada um, e uma trouxa de sementes para cada um. As sementes, porém, estavam totalmente misturadas e os dois filhos não sabiam diferenciar as sementes. Então um dos filhos, empolgado com sua liberdade, saiu a semear de todas as sementes, mesmo sem saber bem o que estava plantando. Já o outro filho, sabendo da experiência de seu pai com o cultivo, o procurou dia após dia para saber tanto o que estava plantando quanto como iria plantar cada uma. Passados alguns meses, o terreno do filho empolgado estava repleto de espinheiros, e quase nenhuma árvore boa vingou. E o terreno do outro filho era como o jardim do Éden, repleto de árvores frutíferas, flores e mel. Cada um deles teve de colher sozinho o que plantou.

A definição de “engolir sapo”

A tolerância é o ato de absorver sem sofrimento um gesto ofensivo de outrem. Quando porém, tal gesto ofensivo causa dor instantânea, e avulta, por suas dimensões ou gravidade, sofrimento posterior e até trauma psicológico, a esta não resposta é mais correto chamar de engolir sapo.

A definição de “hipocrisia carniceira”

A hipocrisia carniceira é o ato de se aproveitar duma situação delicada (de acareação, por exemplo) para tentar rebaixar moralmente o outro, numa ação traiçoeira, provavelmente inspirada por inveja e meramente egoística (ainda que pretexte empatia). O objetivo deste comportamento detestável é fazer com que o agente se sinta minimamente melhor do que a sua vítima, que logo deverá trazer à memória do sujeito suas ações de semelhante, porém pior, natureza (as quais lhe tiram a moral para condenar a ação presente). Esta qualidade pútrida de hipocrisia em muito se difere da tradicional, porque é acompanhada de emoções subjacentes afrontosas.