Parábola dos dois irmãos

Um pai precisou viajar por dois anos, deixando a seus dois filhos jovens, todos os recursos necessários para aprenderem um ofício, além de instruções claras a respeito de como deveriam se ocupar, sob a promessa de recompensas na presença do pai, incluindo passeios. Então um deles, aproveitando a ausência do pai, ocupou-se de festas, bebedeiras, orgias, e brigas por diversão. O outro, sabendo que o pai a nada estaria alheio, ocupou-se de seguir-lhe as instruções, agindo da mesma forma que agia na frente do seu genitor.

Retornando da viagem, informado por seus amigos que moravam por ali, ao obediente trouxe um desejável presente, combinando com ele uma viagem a dois. Ao desobediente, privou-o de todos os recursos até que completasse, por sua conta, o aprendizado necessário.

Portanto, quando ouvires falar de arrependimento e purificação, de conversão e abstenção do mal, entenda que não se trata de religiosidade, moralismo ou bitolação, mas de escolhas, da decisão pela obediência às Sagradas Letras, que permitem ao Pai estar com seus filhos, ajudando-os a superar limitações.

“E sabeis que procedemos com cada um de vós como um pai com seus filhos: nós vos temos exortado, estimulado, conjurado a vos comportardes de maneira digna de YHWH, que vos chama ao seu Reino e à sua glória.” 1 Tessalonicenses 2:11-12

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Bons amigos

Dizem que amizade é para sempre. Pode ser! Amigo bom é aquele que tanto te ajuda, quanto se deixa ajudar, certo? Talvez já tenhas, em tua experiência de vida, sofrido com alguém que fazia tudo ao contrário do recomendado por ti, e não é uma experiência boa, lembra? Pois é, nosso melhor Amigo nos preparou tudo: o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que comemos. E nos acompanha intimamente, porque apesar de nos ter dado liberdade de escolha, nunca quer o nosso mal, e por isto mesmo nos mostra o caminho certo, nos ensina o que ainda não sabemos, não importando a idade, desde que tenhamos humildade, nos esforçando para dar ouvidos ao que nos ensinou, principalmente, através do que está escrito. Uma vez disse: “Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se praticais o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai eu compartilhei convosco.” — João 15:13-15

Os três bons lugares para onde qualquer pessoa sã gostaria de ir

Geralmente quando se fala de “ir para o céu” ou de “estar salvo” pelo bom Pastor, o que pensamos é que “vamos para a glória” e ponto, mas não é bem assim, porque na sua grandessíssima compaixão, o Criador de todas as coisas dividiu a salvação (aquela para a vida eterna) em três camadas, por assim dizer; fatos que até pouco tempo este que vos escreve desconhecia. Recomenda-se muito consultar as referências fornecidas.

O primeiro lugar é realmente o céu, para o qual irão os que “dormem” e os que “serão transformados” (1 Co. 15:51-52) na majestosa vinda do Cordeiro, sendo um lugar dedicado aos que se encontrarem de pé na sua presença, os quais “escaparão de tudo que está para acontecer” (Lc. 21:34-36) e que se apresentam em primeira instância, sendo de todos os povos, línguas e nações, nos céus (Ap. 7:9-17). Este grupo não está sujeito a julgamento (Jo. 5:24-25, 8:51-52) e nem à segunda morte (Ap. 2:11, 20:6). Certamente estes obedecem ao “não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados” (Lc. 6:37) e que, por aguardarem a sua manifestação, se purificam (1 Jo. 3:2-3). Estão incluídas todas as criancinhas e os inocentes em geral.

O segundo lugar é o Reino Milenar do Cordeiro, o qual será estabelecido neste mesmo plano terrestre depois que acabar a chamada aflição de Jacó (conforme descrito no Livro do Apocalipse, capítulo oitavo em diante, entendo), e neste lugar estarão os primeiros (os arrebatados), e também os segundos, os que vieram da referida tribulação, mas que negaram a marca da besta (Ap. 20:4-6). Estes também não passam por julgamento (senão o da própria tribulação), sendo salvos “como pelo fogo” (Zc. 13:9, 1 Co. 3:15), e são as “noivas néscias” da parábola das dez virgens (Mt. 25:1-13).

O terceiro lugar são “os novos céus” dos quais descerá a “nova Jerusalém” para a “nova Terra” na qual não haverá mais morte ou dor (Ap. 21:1-4). Mas antes, o Maligno será solto e derrotado (Ap. 20:7-10), e ainda antes, acontecerá o julgamento dos outros mortos (Ap. 20:5), aqueles citados pelo “apóstolo de Tarso” que serão julgados conforme a sua consciência (Rm. 2:14-16), o que inclui todas as pessoas que não conheceram as boas novas de salvação, e todos os que não subiram aos céus, e os que não participaram do Reino Milenar, contudo estes dois grupos estarão neste último lugar.

Disse-me ainda: “Tudo está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Àquele que tem sede, eu lhe darei a beber gratuitamente da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas; eu serei o seu Deus, e ele será meu filho. Mas quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.” (Apocalipse 21:6-8)