Um tempo conosco

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Nascido de uma virgem, o Filho primogênito do Criador de todas as coisas abandonou seu lugar junto ao Pai para passar um tempo conosco, para demonstrar o perdão e a humildade com que esperemos a manifestação do Reino justo que anunciou, e que confirmou renascendo dos mortos, subindo para o Pai, do qual virá outra vez, não como Cordeiro, mas como Leão, para resgatar seus reinados: aqueles que procuram corresponder em ações e decisões, seu amor.

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As genuínas boas-novas

Nestes últimos dias, existem “evangelhos” para todos os gostos, não é mesmo? Contudo as boas-novas registradas nas cartas dos apóstolos incluem uma lógica essencial quase ausente nas pregações de hoje, o que torna estes “evangelhos” modernos uma negação ao precioso sangue usado para nos comprar deste “mundo” ou mais claramente, sociedade, mencionada ainda naqueles primeiros dias, como corrupta, perversa e sepultada no inimigo de nossas almas, conforme as cartas dos sãos Pedro e João, e mesmo nas súplicas de “passagem” do Cordeiro, que por um lado foi assassinado pelos “poderosos” sacerdotes da época, mas que por outro lado, entregou no momento propício, sua vida para nos resgatar da morte, que é pela corrupção da injustiça e pelas paixões da carne, e este o é ponto, “pois aqueles que pertencem ao Messias sacrificaram a carne com as suas paixões e excessos” como escreveu Paulo aos Gálatas. E esta lógica possui aspecto de sintonia, senão de requisito, para com a salvação, conforme alertou Paulo em algumas de suas cartas, sobre os hábitos terrenos que não herdam a era vindoura, como também escreveu Pedro em suas duas cartas (segue um trecho da segunda).

“Visto como o seu eterno poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude, pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza eterna, havendo escapado da corrupção, que há no mundo pela cobiça, e vós também, pondo nisto mesmo todo o empenho, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a paciência, e à paciência, a piedade, e à piedade, a fraternidade, e à fraternidade, o amor. Porque, se em vós houver e aumentarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Salvador. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurem fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; pois, fazendo isto, jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida entrada no Reino eterno de nosso Rei e Salvador, o Messias.”

Receita para ser amado

Só existe uma maneira de alguém ser verdadeiramente amado por outra pessoa: seja justo com ela (e consigo mesmo, claro). Nem sempre você será benevolente, nem sempre será agradável, mas se for justo e por extensão, procurar o bem do outro sem permitir que te prejudique ou mesmo anule, se souber pedir perdão quando necessário, isto será justo; se souber chamar a atenção quando necessário, isto será justo; se souber não pensar apenas em si, e não apenas no outro, isto será justo. Algumas pessoas se enganam ao empregar tanta força no agradar, porque o agradar nem sempre ocorre por altruísmo, mas pelo medo de não ser amado, e então quando age com injustiça, quando não se retrata ou corrige, desagrada numa profundidade que nenhum presente pode realmente compensar. E como estamos aqui para aprender e crescer juntos, muitas vezes será preciso trocar informações sobre o quanto nos sentimos injustiçados, para que o outro possa, novamente, nos amar. Mas se você está em demasia preocupado com o ser amado, cuidado: mais importante é amar; e ser justo, nada mais é do que amar.