Com o pecado, todo adianto é atraso

Palavras de quem já foi escravo: com o pecado, todo adianto é atraso. Somos reflexo da nossa veneração, da nossa sujeição. Se a pessoa venera deuses promíscuos, por exemplo, será promíscua. Se está sujeita a um meio de práticas corruptas e assinte com estas, será corrupta.

A ilusão do mundo consiste em grande parte na aparente desconexão entre causa e efeito, entre plantio e colheita. É claro que leva mais ou menos tempo para vermos os frutos dos males praticados, mas o importante é que os reconheçamos como nossos.

Talvez por isso a tentação dos jovens seja maior, porque ainda não plantaram nem muito o bem nem muito o mal, de qualquer forma ninguém precisa ser escravo do passado, muito menos do pecado, e esta é a beleza da responsabilização: mudar a cor e o tom do seu rastro, usar os erros do passado como impulso para o acerto presente e futuro.

Deste ponto em diante, podemos entender a revelação do que é pecado como uma oportunidade de saltar grandemente em direção à luz e à verdade, para muito além do cada vez mais limitado conceito moral da sociedade. Por isso aprender e fazer o que é certo nunca saem de moda, nunca destoam da beleza de ser livremente humano.

A malícia em súmula

“O amadurecimento e a malícia não são diretamente proporcionais.”

Esta talvez seja uma das primeiras coisas que se aprende aos pés de quem nos quer sãos. Nascido numa cidade onde a esperteza é tratada como virtude, a renúncia da malícia se tornou essencial na minha conversão, e hoje entendo melhor o que foi realizado em mim: uma obra de amor (ágape), já que “o perfeito ágape lança fora todo medo” e que a malícia, assim como a preocupação, são expressões de medo. No caso da malícia, geralmente acompanhada da perversidade, há um “receio” quase permanente de inferiorização, num reforço ao orgulho egoico. E para garantir que serei interpretado corretamente, não me refiro aqui à malícia sexual, mas àquela que convém, a todo ser realmente humano, eliminar do seu trato nos relacionamentos. Também não me refiro à perca da consciência do bem e do mal, geralmente chamada de maldade, mas à proposta de outra frase já publicada (em agosto de 2016) sobre o mesmo assunto:

“Para diminuir a malícia adquirida, basta não praticá-la.”

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Nem umas, nem outra

Parece-me que véus foram colocados sobre o pleno conhecimento da verdade, talvez para que o homem pudesse receber menor cobrança, sendo inocente como criança que ainda não foi ensinada. Óbvio que é da vontade divina o nosso conhecimento dos fatos, antes porém, a nossa salvação (1 Timóteo 2:3-4). Ignorar não é uma opção, porque cada movimento é feito uma contração dando à luz seu povo através dos séculos, após aquela ressurreição.

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