Parábola dos dois irmãos

Um pai precisou viajar por dois anos, deixando a seus dois filhos jovens, todos os recursos necessários para aprenderem um ofício, além de instruções claras a respeito de como deveriam se ocupar, sob a promessa de recompensas na presença do pai, incluindo passeios. Então um deles, aproveitando a ausência do pai, ocupou-se de festas, bebedeiras, orgias, e brigas por diversão. O outro, sabendo que o pai a nada estaria alheio, ocupou-se de seguir-lhe as instruções, agindo da mesma forma que agia na frente do seu genitor. Continuar lendo

Choque de realidade: energia sobrando

Havia um silêncio quase absoluto no ar, um silêncio que parecia se estender por todo o plano terrestre. Em casa, nem o rádio se podia ligar. Na rua, nenhum carro sequer passando. O que aconteceu? O mundo parou de funcionar? Tente acender a luz, tente mexer no celular. Continuar lendo

A vitória do dia seguinte

Um chefe de família chegou em casa e contou as coisas boas que aconteceram no seu dia: “fui considerado o funcionário do mês, e por isso ganhei um abono e ainda consegui carona com o patrão!” — disse, e agradeceu ao Pai que está nos céus por suas vitórias. Mas naquela mesma noite, em sonho, reviveu alguns dos primeiros momentos daquele dia: quando o trânsito parou, impaciente, murmurou; quando uma lactante pediu algumas moedas, apressado, ignorou; e quando um colega mostrou ter superado certa limitação, ensoberbecido, desmereceu. Então uma voz, ainda no sonho, disse: “você pensa mesmo que seu dia foi de vitórias?” — naquela manhã, ele acordou um pouco mais cedo, e envergonhado, confessou (ao Altíssimo) suas injustiças do dia anterior.