Sinto, logo me importo

Almejo o bem de todos, mas primeiramente o meu. Almejo o bem a todos, mesmo que alguns se resignem ao mal. Espero o bem de quase todos, esperando que ninguém conte com a minha inação em face de alguma maldade sofrida. E o que sinto a seu favor, só sinto porque antes sinto a meu favor. Agrada-me muito somar com quem quer que seja, desde que demonstre gratidão em vez de subtrair de mim. No fundo eu gostaria que todos tivessem a mesma certeza que angariei a duras penas: a de que relacionamentos são golpeados por injustiças, e que ninguém que chame ao mal bem e ao bem, mal, terá entendimento com quem não.

As pessoas falam de perdão quando querem ser perdoadas, testam a paciência e o coração do seu próximo com fofocas, com inverdades, com desmerecimentos e indiferenças. Os arrependidos a gente deve perdoar (doar por completo, aceitar de volta, querer por perto) sim, mas os sem-vergonha, os que não abandonam o tratar com malícia, só os igualmente desavergonhados merecem aturar.

O bem que almejo para mim, também almejo para quem me fez o mal, desde que não conte comigo para, perseverando na sua maldade, ter alguém para usar, desrespeitar, diminuir, etc. E quem quiser ser grosseiro, precisa estar disposto a aguentar grosserias ainda mais grossas do que as suas, ainda que não deva ser da nossa índole pagar o mal com o mal, louco de pedra só entende pedrada.

Portanto, sinto, logo me importo, mas primeiro comigo.

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