O ágape e o não

O ágape, a afeição, é um ato de entrega, um disparo na escuridão que revela a face de dentro, o estado interior do outro, que pode ressoar ou conter o som, trazer à tona por um estreito o direito de sentir, o universo paralelo alheio. E o que causa dor ou decepção é a expectação do amor voltar como um sinal de vida divina, do aspecto celestial que, no rosto e nos gestos mostraria o bem, tropeça mostrando o mal.

O amor é uma conexão bilateral na qual o medo é a interferência. E o medo é fugaz em se transvestir de soberba, inveja, preocupação, ciúmes, desconfiança ou egoísmo. Isto acontece no campo de batalha da mente, na luta pelo coração, dentro de cada um, de tempos em tempos, uma, nenhuma ou várias vezes ao dia.

Com ajuda da gratidão, a ternura prevalece. Com ajuda da compreensão, a ternura prevalece. Com ajuda do perdão, a ternura prevalece. Com ajuda do descanso, a ternura prevalece. Com ajuda da humildade, a ternura prevalece.

O amargor fala tanto quanto a doçura, o silêncio tanto quanto a sinfonia e, o desencontro tanto quanto o encontro. O sinal em si tem propósito, independente da resposta.

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