Santarrão: os perigos do uso da expressão

Não diferente dos adjetivos pejorativos, a expressão informal “santarrão” pode ser considerada relativa, dependendo de quem provém e a quem é dirigida. Lembro que nos meus tempos de “primeiro grau” (chamado de ensino fundamental atualmente) “vagabunda” era a colega que ou beijava alguns garotos ou que dava algumas liberdades para um deles. Crescidos, sabemos que “vagabunda” não se define por atitudes assim. Da mesma forma, o uso de “santarrão” tende, no melhor dos casos, à imprecisão, já que por definição (na maioria dos dicionários) significa “aquele que simula pureza, santidade; falso beato” ou algo parecido.

Contudo, no pior dos casos, se proveniente de alguém alheio à sã doutrina, ou de alguém que permanece escravo do pecado (como eu permaneci por mais de quinze anos), ainda que confesse nosso Salvador (como eu confessei no citado período), ou ainda de alguém que se considere apto a te julgar por conhecer uma ou mais burradas suas (direta ou indiretamente), certamente não terá qualquer valor, a não ser que possa declarar qual hipocrisia está sendo cometida.

O “apóstolo de Tarso” ensinou bastante sobre as coisas do alto e as coisas daqui se discernirem entre si, como a sabedoria daqui ser loucura em relação à sabedoria do alto e vice-versa. Mas não se preocupe, porque se alguém te acusa sem fundamento ou pelo seu passado (uma coisa que todos possuem), e se tens diante do Pai o teu esforço por correção, de consciência pura e em obediência ao que tens aprendido não apenas de homens, lembre-se das palavras deste mesmo apóstolo que aludem ao amor do qual ninguém pode te separar.

“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” Romanos 8:33-39

No mais, se alguém te julga pelo que desconhece ou pensa conhecer, se te mede pela consciência dela e não pela tua, ao invés de te exortar, de te alertar para o seu aprimoramento e bem, este tal carece de arrependimento.

“Isto [eu] vos mando: que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” João 15:17-19

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