Nada em troca

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Toda forma de existência, orgânica ou inorgânica, se baseia na troca, portanto é impreciso o discurso do “fazer algo por alguém” sem querer nada em troca, pois ou já nos sentimos tão gratos que desejamos cordialmente recompensar o que nos foi concedido, ou “fazemos algo” esperando quem sabe aceitação, quem sabe gratidão, quem sabe união, e não podemos caracterizar como “benefício próprio” algo que é feito com o intuito primário de benfeitoria (o que nem sempre é agradável a outrem), e claro, com o intuito secundário (ainda que implícito) de troca, reconhecimento, justiça, do contrário o Mestre não teria destacado a importância do único leproso, dentre os dez curados, que voltou para agradecer, provando que a gratidão importa como valor universal, ainda que seu conceito amodernado exclua retribuições à altura, o que no caso do leproso curado, poderia apenas ocorrer se o mesmo seguisse o Mestre para ajudá-lo, ou através do louvar, do bendizer o seu benfeitor a terceiros. Sobretudo, as retribuições são inevitáveis, ainda que ocorram no pós-vida.

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