Desmistificação e ignorância

Com o crescimento da ciência como veículo para compreensão do que os cinco sentidos apresentam como verdade, o pensamento místico e sua riqueza lógica têm sido abandonados, porém a interpretação crua e criativa da realidade sempre foi o método filosófico, e, portanto, científico dos primeiros questionadores, dos primeiros cientistas, os filósofos.

O que os “cegos pela ciência” ignoram, é que o funcionamento ou a mecânica desmistificada de um eclipse, por exemplo, não exclui a mística simbólica, inata tanto ao evento, quanto aos precisos diâmetros e distâncias entre o Sol, a Terra e a Lua, o que é um claro sinal da existência do Criador de todas as coisas, assim como o eclipse, que para os povos, erradamente vistos hoje como ignorantes, em sua óbvia compreensão do que a natureza vinha alertar, consideravam a perspectiva originária do evento celeste raro, ou seja, pensavam exatamente aquilo que se espera que qualquer ser humano deste planeta pense de um eclipse, pensavam o que era natural de se pensar da perspectiva terrena, olhando de baixo para cima, entendendo aquilo como uma linguagem de cima para baixo, que é o que realmente é, ou porventura se o nosso Sol começasse a se expandir para morrer, isto não nos afetaria hierárquica e misticamente de cima para baixo, cientificamente de fora para dentro?

Sendo assim a compreensão científica não anula a mística, pois entender o funcionamento de um equipamento não anula os propósitos para os quais existe, e o propósito é sempre etéreo, dependente da misteriosa consciência (ainda incompreendida pelos neurologistas), para ser reconhecido. E não há lógica e propósito na ordenação dos planetas? Não há sentido e inteligência embutida, pronta para ser “descoberta” e reconhecida, tanto no macro quanto no microcosmo? Para além dos interesses escusos de propagandas científicas ateístas feitas às maiorias e da mistificação exacerbada feita por religiosos igualmente mal-intencionados, está o fato de que o Criador está tanto para o indivíduo, quanto para o Universo, presente, na sombra da força de uma tempestade que assusta os outros mamíferos, no reflexo da água cruza os céus para levar vida aonde a morte já ia imperando, no inexplicável ímpeto molecular de células e vírus, que sem qualquer complexidade neural, como que programados por outrem, lutam por suas existências individuais e em alguns casos, se agrupando, como partes de algo maior que desconhecem por impossibilidade, e que no caso de alguns homens, ignoram por arrogância ou mútua imbecilização.

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