Em vias de amar

Vou abrir o jogo, e contar como é que funciona para mim, amar. Amar para mim não parte de um sentimento, mas algumas vezes de um discernimento do que é mais justo (comigo e com o próximo) em cada momento. Já outras vezes, da necessidade de dar lugar a um cuidado, alerta ou informação que quem sabe, pode demorar muito a chegar a quem está ali, precisando ouvir aquilo para o bem (como um alerta sobre o perigo de segurar espirros). Você deve concordar comigo que não dá para amar de fato sendo injusto com alguém. Deve concordar que amar não inclui negligência, nem distorção da verdade e nem medo da rejeição. Amar é quem sabe, a melhor forma de ser rejeitado, porque você sabe o que vai, mas não tem garantias do que volta. O amor enquanto sentimento pode ser injusto, egoísta, covarde e até violento, exatamente porque se não corre para fora, apodrece e gera morte, frustração e dor de algo que gostaria que fosse correspondido, que voltasse, mesmo sem que tenha sequer ido. Amar é e só pode ser uma ação, e o amor é uma promessa, uma reserva estática de energia pronta para ser aplicada, recarregada pelo simples ato de viver.

Considero-me uma das pessoas menos indicadas (e mais toscas) para falar de amor, ou melhor, de amar, por causa da infância que tive, mas aprender esta “matéria” de quem, entre acertos e erros, tenho eu aprendido, me permite exclamar: o amor não tem filhos órfãos!

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