Soberania ou globalização?

Eis a questão: ser realmente livre em um espaço territorial limitado, ou ser escravo de cada investidor internacional espalhado planeta afora?

A ideia mais comum de globalização se liga ao consumo de bens e produtos feitos em diferentes partes do mundo, e não está tão errada: cada país tem recursos e especialização na produção de algum item, seja alimentício ou tecnológico, que os outros países importam, mas a globalização vai muito além deste intercâmbio, e o outro lado não é louvável como o primeiro, que em grande parte nos beneficia.

Um país globalizado está aberto ao saque de sua própria democracia, pois a capitalização de um país, que aos olhos do povo, aparenta o seu progresso em um cenário global competitivo, na verdade traz consigo o endividamento não apenas das pessoas, mas dos políticos em relação ao povo e até dos meios de produção nacionais, com os banqueiros (donos dos meios de produção multinacionais, as sociedades anônimas), que enriquecem por cima da dívida e dos acordos de manutenção dos seus lucros em cada país dito democrático deste planeta. Estamos caminhando neste passo, a um governo corporativo que unirá o mundo em tempos de uma perigosa paz, conquistada mediante um grau absurdo de submissão do indivíduo. Trocando em miúdos, desde os gigantes da indústria dos Estados Unidos, existem os candidatos a cargos legislativos e executivos de preferência destes investidores: afinal uma lei, um imposto, uma política desalinhada com os seus interesses de lucro sempre crescente, significaria bilhões em prejuízo, portanto as grandes empresas investem milhões nas campanhas dos seus “chapas” para que tudo permaneça como está (status quo), para que “os lobos possam estraçalhar sua caça” no mais pleno sossego da noite, que mata em vida ou não, tantos outros, propositalmente desafortunados.

E em oposição a este modelo classicista de um progresso que não chega a todos, pelo menos não nas nações mais populosas, ouvimos falar de países com democracia duvidosa, porque é assim que devem ser pintados para nós pela mídia comercial, quando na verdade, são países que disseram não à globalização financista de uma dúzia de famílias poderosas, tratados como países ditatoriais, quando possuem tanto pleito eleitoral, quanto soberania quanto às decisões de interesse popular, mas não sem perseguições, pois além da difamação dita jornalística feita em todos os países globalizados, ou melhor, escravizados, sofrem embargos que dificultam a exportação de seus produtos mais tradicionais, porque para cruzar a ponte, cada país precisa pagar o pedágio, loteando um pedacinho da sua liberdade, oferecendo alguns litros do sangue e suor do seu povo, que, aliás, no caso do nosso, trabalha cinco meses apenas para pagar os impostos embutidos até naquilo que come, e isto não é liberdade, mas a mesma subserviência da qual os israelitas queriam se livrar na época do Messias que assassinaram, exatamente porque ele não aceitava ser do sistema que deu aos religiosos da época, um suntuoso templo, em troca da obediência indireta do próprio povo aos romanos.

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4 pensamentos sobre “Soberania ou globalização?

  1. acho q a globalizacao so serviu para tornar a populaçao mundial refem dos senhores do caos, sendo assim um atrativo para um novo mundo, uma nova era onde a tecnologia escraviza a mente dos mas fracos com a ajuda da midia ditadora e cruel , mas nao tem pra onde fugir, nao somos auto suficientes , afinal dependemos desses senhores do caos e suas armadinhas e arte manhas para sobreviver nesse mundo consumista e captalista que nos froça a viver em suas leis e suas regras.
    a soluçao e formatar o universo,rsrrssr.

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    • Creio que a formatação venha a galope, com direito a fogo e pedras do tamanho de fuscas. Mas sim, estamos inseridos, somos crias deste sistema, contudo temos ainda algumas escolhas a fazer, e receio que outras escolhas faremos por força da situação, quando o chip definir o conceito de cidadão. A reversão utópica do quadro, seria dar razão ao estilo de vida indígena, nos unindo a eles, ou construindo algo similar. Já ouviu falar de projeto Vênus?

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