O tubarão e o elefante

Individualmente, respeito a todos, acolho a todos: o espírita, a prostituta, o crente, o menino de rua, a criança, o adolescente, o idoso, a dona de casa, o hedonista, o somítico e o mendigo. Seja quem for, será bem tratado e ouvido atentamente por mim, então quando for inevitável, quando eu precisar mostrar quem sou para ajudar (quem quiser beber de uma fonte, precisa aceitar o gosto de sua água), esperarei que respeite e acolha minha natureza, este meu apego pela verdade, esta minha ortodoxia ideológica, esta minha inocência despreocupada, este meu desapego pelo futuro e apreciação pela calmaria, ainda que para isto, precisemos nos manter a certa distância, assim como não me acompanho de ninguém para me impor, mas quem quiser se acompanhar de mim, certamente o faz para me ouvir, para trocar comigo (andar juntos e não se ouvirem, não se acolherem, não é andar juntos). Da mesma forma que turistas são bem recebidos em uma cidade, precisando apenas respeitar os costumes locais, comer a comida do lugar. Pessoas de mundos diferentes podem coexistir pacificamente, desde que reconheçam o espaço necessário para evitar atritos, porque o tubarão e o elefante não podem andar juntos.

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