O fim da paixão

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Quisera eu, que alguma paixão que vivi fosse correspondida ao menos com um longo abraço. Quisera eu, que tanto apreço e afeto em meu coração garantissem o beijo, o encontro. Mas não! Ao menos para mim, miragem, secura e desilusão. Perdi tempo? Verti lágrimas? Senti dores? Menti sozinho? Sim, sim, sim e sim! Então mudei de lado: ao invés de apaixonado, apaixonante, de peito aberto para quem pudesse me enxergar, me abraçar inteiro, sem crer que por um beijo, teria me conquistado.

Hoje acredito mais em pessoas que se amam porque realmente se conhecem e se respeitam amplamente: chamo isto maturidade, mas sei que ao menor sinal de uma misteriosa aceitação, posso oferecer meu coração e futuro por aquela emoção de uma descoberta sem garantias, que dura quem sabe um toque e alguns olhares, antes de a loucura que acaba tomando conta de um dos dois, sugerir uma adornada prisão de desencontros ainda incertos.

Mas não importa quem dá ou recebe: a paixão aflora carências, e sempre acaba feito guerra sem sentido, deixando mortos e feridos com lembranças distorcidas, com histórias esquecidas e uma ideia que vai da impressão de quem pensa amar, até o constrangimento de quem pensa ser amado e que se recusa à prática da rejeição, todos em busca da afirmação, do peito materno perdido e da sua mais perfeita consolação.

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