Em rota de colisão

Depois de pouco tempo que cheguei a este planeta, sei do mal de ser mal quisto e visto, sei do outro lado da idolatria, que por emulação, inspira a agressão. Sei da indiferença, da indecência, da impaciência, e da humilhação que uma criança pode sofrer, do coração que pode perder. Sei da automutilação, o desejo sentido, antes mesmo de saber ler. Sei da depressão, o desejo de morrer, antes mesmo de ter crescido. Algumas paredes e alguns amigos, não me deixam mentir, os tantos anos, que olhei menos para frente, do que para o chão.

Mas depois de conhecer a compensação de tanto mal, o lado bonito que nunca me abandonou, clama contra a injustiça não dos agentes, mas dos mantenedores de tanta destruição, que persistem na perseguição do caos, para o reinado da abominação. Sei da vingança, a quem pertence por direito, e neste mesmo, espero por eterna redenção. E com sua permissão, junto meu clamor ao dos indigentes, dos destratados, dos abusados, dos desterrados e enganados, para que com alto som, despertem os dessituados, contra os donos da situação, que são guiados pelo mensageiro da ilusão.

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